Brasil será membro de novo banco de desenvolvimento liderado pela China

Brasil aceita convite da China para participar de banco de investimento asiático



País será membro-fundador do AIIB, que tem capital inicial de US$ 50 bilhões. Objetivo da instituição é financiar infraestrutura






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BRASÍLIA - O Palácio do Planalto anunciou, nesta sexta-feira, que o governo brasileiro aceitou o convite da China para participar como membro-fundador do Asian Infrastructure Investiment Bank (AIIB).
Segundo nota oficial, a presidente Dilma Rousseff disse que o Brasil tem "todo o interesse de participar desta iniciativa", cujo objetivo é garantir financiamento para projetos de infraestrutura na Ásia.
O banco tem capital inicial estimado em US$ 50 bilhões e terá a participação de países da Europa, como Reino Unido, França, Alemanha e Itália. No total, serão 65 países membros, sendo 47 da Ásia e 18 de outros continente


fonte redação     http://oglobo.globo.com/economia/brasil-aceita-convite-da-china-para-participar-de-banco-de-investimento-asiatico-15722247





Brasil será membro de novo banco de desenvolvimento liderado pela China


Publicado em 28/03/2015, às 14h21 | Atualizado em 28/03/2015, às 14h30


Da FolhaPress
O Brasil será membro do novo banco asiático de desenvolvimento, uma iniciativa da China que já tem mais de 30 países a bordo. O anúncio foi feito na noite de sexta (27), numa nota sucinta do Palácio do Planalto.
"O governo brasileiro aceitou o convite da República Popular da China para participar como membro-fundador do Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (AIIB), informa a nota do governo.
Segundo o comunicado, a presidente Dilma Rousseff "anunciou que o Brasil tem todo o interesse de participar desta iniciativa, que tem como objetivo garantir financiamento para projetos de infraestrutura na região da Ásia".
Não foi informado qual será o investimento inicial do Brasil.
O anúncio causa certa surpresa, levando-se em conta que até sua véspera a diplomacia brasileira ainda estava dividida sobre as vantagens de embarcar no projeto. Primeiro, porque o Brasil já integra o recém-criado Banco dos Brics, que também estará focado em investimento em infraestrutura. Além disso, o banco é asiático.
Mas depois que as maiores economias europeias anunciaram a adesão e que a China reiterou que o banco está "aberto a todos os países", o cálculo do Brasil foi de que é melhor estar dentro do que fora. O prazo para a adesão como membro-fundador vence na próxima terça (31).
A decisão de entrar no banco dos europeus, da Austrália e da Coreia do Sul, apesar da forte resistência dos EUA, é uma das maiores vitórias da hiperativa "diplomacia econômica" da China, que tem no AIIB um de seus carros-chefes.
O banco foi lançado em outubro pela China com outros 20 países, mais uma iniciativa de Pequim para contrabalançar o poder dos EUA em instituições multilaterais como o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional.
A previsão é que o AIIB entre em operação no fim de 2015, com um capital inicial de US$ 50 bilhões (R$ 161 bilhões), podendo chegar a US$ 100 bilhões (R$ 323 bilhões). O objetivo é financiar obras de infraestrutura ao redor do mundo. A China será a principal acionária do banco, seguida da Índia. A sede da instituição será em Pequim.
O acordo de fundação ainda está sendo negociado, mas os chineses parecem ter concordado em fazer concessões para atrair mais participantes e reduzir as desconfianças. Segundo o "Wall Street Journal", Pequim aceitou abrir mão do poder de veto para convencer os europeus a aderir.
A oposição dos EUA foi considerada por analistas um gol contra do governo de Barack Obama. Roberto Zoellick, que foi presidente do Banco Mundial e representante de Comércio do governo de George W. Bush, disse que a falha dos EUA foi fazer campanha contra o banco sem apresentar uma alternativa.


fonte       redação                  http://noticias.ne10.uol.com.br/economia/noticia/2015/03/28/brasil-sera-membro-de-novo-banco-de-desenvolvimento-liderado-pela-china-539296.php

fonte      imagens                 google

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