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pcc & cia no estado do paraná
Segurança no estado do paraná é publica ou segurança privada
26/08/2014 às 00:00 - Atualizado em 01/09/2014 às 22:02
Após mais de 36 horas de negociação e conversas com os rebelados da PEC (Penitenciária Industrial de Cascavel), as condições de terror e de extrema violência da maior rebelião de Cascavel e uma das maiores do Paraná pareciam ter se apaziguado.
Por volta das 17h, o juiz da Vara de Execuções Penais de Cascavel, Paulo Damas, chegou a anunciar o fim da rebelião, mas ela estava longe do fim.
Os rebelados chegaram a descer do telhado, mas informações extraoficiais dão conta de que pelo menos três pessoas estavam amarradas dentro da unidade: um ex-policial civil, Ademar Antônio Marcon, detido acusado de furtar e vender peças do pátio da 15ª SDP (Subdivisão Policial), e os dois agentes penitenciários, que desde a manhã de domingo permanecem em posse dos rebelados. Os “Duques”, detentos presos por crimes considerados bárbaros dentro da cadeia, como abuso e morte de criança, também estavam em posse dos líderes do motim. Ainda durante à tarde, era possível ver, de cima do telhado, que seis estavam amarrados, apenas de cueca.
De acordo com a assessoria da Seju (Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos), foram confirmadas quatro mortes, sendo duas vítimas com a cabeça decepada. Porém, testemunhas contaram que o número de assassinados pode chegar a, pelo menos, 20. Por volta das 19h, informações repassadas ao O Paranáderam conta de que mais um detento foi morto, na guarita da PEC.
O próprio juiz responsável pela Vara de Execuções Penais comentou que a situação era crítica. “À noite, com o fogo ateado, era possível sentir cheiro de corpo carbonizado”, confirmou, em entrevista rápida.
A área de isolamento aumentou logo cedo e a Polícia, que antes deixava a imprensa e os familiares a 800 metros da unidade, cercou os profissionais e os parentes logo na entrada da estrada rural, que vai à unidade, às margens da BR-277. Por três vezes, uma de manhã e duas á tarde, familiares de detentos fecharam a passagem na rodovia, nos dois sentidos: a Curitiba e a Foz do Iguaçu. Em uma das paralisações, foram mais de três quilômetros de congestionamento e quase uma hora de espera, por parte dos motoristas.
Mensagens
Por celular, quem acompanhava a rebelião confirmou que as agressões continuavam, mesmo com a polícia afirmando que a situação estava controlada. “Mataram mais um preso a estocada na guarita”, afirmou a fonte da reportagem. “A rebelião lá dentro acabou, mas esse grupo que está na guarita não quer se render”, garantiu. “Fazia horas que estes presos estavam agredindo dois outros presos. Eles cravavam estoques nas costas dos dois”, mandou, em outra mensagem. Sobre o morto, ele revelou: “acabaram de matar um preso aqui na guarita, a estocadas”, por volta das 19h. Ele acrescentou ainda que apenas na entrada cinco corpos estão empilhados na entrada da unidade.
| Mateus Barbieri |
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Motim iniciou às 6h30 de domingo e perdurou por toda a segunda-feira
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Três fugitivos
Durante a manhã, três presos tentaram fugir pelo esgoto da Penitenciária. Eles foram surpreendidos pela Polícia Militar e detidos novamente. A informação era de que os detentos teriam cavado um túnel pelo esgoto na madrugada, com intenção de fuga.
Meneghel segue “líder”
O ruralista Alessandro Meneghel falou com a imprensa, por telefone, à noite. “Se eles entrarem vai morrer muita gente. Estou segurando para não morrer mais gente”, comentou, afirmando que a polícia tentou entrar na unidade durante a manhã, “ferindo” as negociações. Meneghel afirmou que em vez de 20, apenas cinco morreram na rebelião. Porém, os números não foram confirmados, pois a polícia e nem o IML pôde entrar na PEC.
Negociações avançaram
De acordo com a tenente Márcia Bilibio, do setor de relações públicas do 5º CRPM (Comando Regional de Polícia Militar), durante o dia, as negociações avançaram de forma positiva, as reivindicações dos presos foram atendidas, mas a PM, até por volta das 19h, não conseguiu entrar na unidade. “Foi feito um acordo com os detentos, para transferir os presos para determinadas unidades e será feita a viabilização logística para atender a este pedido”, resume. Policiais de todo o 5º CRPM permaneceram cercando a unidade, além da presença do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) para negociação.
Funcionários do Instituto de Criminalística foram até o local, na tentativa de fazer uma perícia. Porém, menos de meia hora depois, a viatura voltou, porque não conseguiu entrar na unidade.
O IML (Instituto Médico Legal), também foi acionado, duas vezes. Durante a manhã, o Instituto recolheu pedaços de um corpo, que foi esquartejado. À tarde, eles não conseguiram entrar para conferir as vítimas.
Rebelados exigiram transferência
Uma das exigências para acabar com o motim na PEC (Penitenciária Estadual de Cascavel) era transferir boa parte dos presos da unidade.
À tarde, o juiz da Vara de Execuções Penais, Paulo Damas, garantiu que, ao todo, 800 presos seriam transferidos a penitenciárias de todo o Paraná, contabilizando os 76 já levados à PIC (Penitenciária Industrial de Cascavel) e os 68 encaminhados a Francisco Beltrão. No fim da tarde, pelo menos dez ônibus, incluindo da Prefeitura e os de transporte interestadual, foram disponibilizados para viabilizar as transferências. Já à noite, alguns ônibus saíram do local sem nenhum detento, o que alertou para uma continuidade da rebelião. “Chegamos a um acordo para que eles se entreguem em turmas de 150 e no fim os reféns serão entregues”, afirmou Paulo Damas.
À tarde, o juiz da Vara de Execuções Penais, Paulo Damas, garantiu que, ao todo, 800 presos seriam transferidos a penitenciárias de todo o Paraná, contabilizando os 76 já levados à PIC (Penitenciária Industrial de Cascavel) e os 68 encaminhados a Francisco Beltrão. No fim da tarde, pelo menos dez ônibus, incluindo da Prefeitura e os de transporte interestadual, foram disponibilizados para viabilizar as transferências. Já à noite, alguns ônibus saíram do local sem nenhum detento, o que alertou para uma continuidade da rebelião. “Chegamos a um acordo para que eles se entreguem em turmas de 150 e no fim os reféns serão entregues”, afirmou Paulo Damas.
Informações extraoficiais repassadas ao O Paraná dão conta de que pelo menos 350 alvarás de soltura seriam expedidos a detentos da PIC, que estão em regime semiaberto e aberto. A intenção era liberar as vagas para transferir os encarcerados na PEC.
Reforço
À tarde, um reforço de 12 agentes foi acionado, para vistoriar a unidade e avaliar a situação. Perto das 19h, o Sindarpen (Sindicato dos Agentes Penitenciários) encaminhou à imprensa uma nota oficial, dizendo que os dois agentes penitenciários permaneciam como reféns, mas estavam bem. Apesar das possibilidades de transferências, o sindicato reforça que as demais unidades também não têm vagas para receber mais encarcerados. “Enquanto houver reféns, a rebelião continua”, ressaltou o presidente do sindicato, Antony Johnson. O sindicato ainda avalia como crítica a situação do sistema penitenciário. “Faltam políticas efetivas de prevenção por parte do poder público. É preciso melhoria na estrutura das cadeias, na alimentação e o aumento do número de funcionários”, complementou.
COMENTÁRIOS
“Preso é um altíssimo negócio”
As penitenciárias do Paraná vem recebendo há vários anos membros do PCC (Primeiro Comando da Capital), que acabam por influenciar os demais presos e até a conseguir novos membros através do ritual comumente conhecido como " batismo". E em um ambiente onde 38 mil presos - a soma das populações carcerárias nos presídios e nas delegacias - se deparam com problemas básicos como comida estragada, falta de assistência jurídica e péssimas condições para as visitas, os motins e rebeliões são uma "morte anunciada". A análise é de deputado Tadeu Veneri, PT, da Comissão de Direitos Humanos na Assembleia Legislativa do Paraná. Para ele, devido as deficiências as famílias são obrigadas a gastar com advogados, a levar comida e a passar pelos vexames constantes. Indefesas, elas se tornam facilmente reféns do PCC, para quem o ideário do "crime protege o crime" se consolida rapidamente.
Para ele, o preso no Brasil torno-se um "altíssimo negócio", onde ganham os advogados, as empresas de segurança e de alimentação,e o próprio crime. "O sistema faliu", diz o deputado."
fonte imagens google
fonte redação e imagens oparana.com.br/policia/2014/08/pcc-assume-rebeliao-que-instaurou-o-terror-na-penitenciaria-estadual-de-cascavel/1136764
O ranking é organizado de acordo com a quantidade de mortes violentas em proporção com a quantidade de habitantes de cidades com mais de 300 mil habitantes. No top 10, duas cidades brasileiras: Maceió em 6º (85) e João Pessoa em 10º (71). No total são 15 cidades, uma a mais que o ano passado com a entrada de Brasília, o que nos confere um percentual de 30% das cidades mais violentas do mundo. Brasillll!!!
Devidos aos questionamento dos dados de anos anteriores, desta vez o relatório apresenta uma lista de fontes de dados, representadas no Brasil em quase sua maioria pelas secretarias de segurança pública dos referidos estados.
Os realizadores da lista não descartam a possibilidade de que secretarias de cidades marcadas pela violência, como é o caso do Rio, mascarem seus dados para não serem listadas. Ademais informam que receberam muitas reclamações de autoridades governamentais no ano passado porque a lista mancha o nome de cidades reconhecidamente turísticas. No entanto insistem que as cifras são oficiais e o ranking não faz outra coisa senão reconhecer a realidade de sua violência e a incapacidade dos governantes para contê-la e reduzi-la.
Se quiser comparar com os dados do ano passado poderá ver este artigo: " Ranking das 50 cidades mais violentas do mundo em 2011". Também é possível baixar o estudo completo no seguinte endereço: "Ranking de las 50 ciudades más violentas del mundo" - (arquivo PDF - 1,18MB)
Leia mais em: Ranking das 50 cidades mais violentas do mundo em 2012 - Metamorfose Digital http://www.mdig.com.br/index.php?itemid=27892#ixzz39zkGzJlU
Curitiba no ranking das 50 cidades mais violentas do mundo
Curitiba
50 cidades mais violentas do mundo, versão 2012 e pelo segundo ano consecutivo, San Pedro Sula (Honduras) ocupa o primeiro lugar no malquisto ranking, com uma taxa de 169 homicídios dolosos por cada 100 mil habitantes. A cidade mexicana de Acapulco ficou com o desonroso segundo lugar com uma taxa de 143 em 2012 e Caracas com o terceiro, com uma taxa de 119.
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Os realizadores da lista não descartam a possibilidade de que secretarias de cidades marcadas pela violência, como é o caso do Rio, mascarem seus dados para não serem listadas. Ademais informam que receberam muitas reclamações de autoridades governamentais no ano passado porque a lista mancha o nome de cidades reconhecidamente turísticas. No entanto insistem que as cifras são oficiais e o ranking não faz outra coisa senão reconhecer a realidade de sua violência e a incapacidade dos governantes para contê-la e reduzi-la.
| Posição | Cidade | País | Homícidios | Habitantes | Taxa |
| 1 | San Pedro Sula | Honduras | 1.218 | 719.447 | 169,30 |
| 2 | Acapulco | México | 1.170 | 818.853 | 142,88 |
| 3 | Caracas | Venezuela | 3.862 | 3.247.971 | 118,89 |
| 4 | Distrito Central | Honduras | 1.149 | 1.126.534 | 101,99 |
| 5 | Torreón | México | 1.087 | 1.147.647 | 94,72 |
| 6 | Maceió | Brasil | 801 | 932.748 | 85,88 |
| 7 | Cali | Colombia | 1.819 | 2.294.653 | 79,27 |
| 8 | Nuevo Laredo | México | 288 | 395.315 | 72,85 |
| 9 | Barquisimeto | Venezuela | 804 | 1.120.718 | 71,74 |
| 10 | João Pessoa | Brasil | 518 | 723.515 | 71,59 |
| 11 | Manaus | Brasil | 945 | 1.342.846 | 70,37 |
| 12 | Guatemala | Guatemala | 2.063 | 3.062.519 | 67,36 |
| 13 | Fortaleza | Brasil | 1.628 | 2.452.185 | 66,39 |
| 14 | Salvador | Brasil | 2.391 | 3.642.682 | 65,64 |
| 15 | Culiacán | México | 549 | 884.601 | 62,06 |
| 16 | Vitória | Brasil | 1.018 | 1.685.384 | 60,40 |
| 17 | New Orleans | Estados Unidos | 193 | 343.829 | 56,13 |
| 18 | Cuernavaca | México | 359 | 640.188 | 56,08 |
| 19 | Juárez | México | 749 | 1.339.648 | 55,91 |
| 20 | Ciudad Guayana | Venezuela | 578 | 1.050.283 | 55,03 |
| 21 | Detroit | Estados Unidos | 386 | 706.585 | 54,63 |
| 22 | Cúcuta | Colombia | 346 | 637.302 | 54,29 |
| 23 | São Luís | Brasil | 509 | 1.014.837 | 50,16 |
| 24 | Medellín | Colombia | 1.175 | 2.393.011 | 49,10 |
| 25 | Kingston | Jamaica | 568 | 1.171.686 | 48,48 |
| 26 | Belém | Brasil | 1.033 | 2.141.618 | 48,23 |
| 27 | Cidade do Cabo | Sudáfrica | 1.722 | 3.740.026 | 46,04 |
| 28 | Cuiabá | Brasil | 380 | 839.130 | 45,28 |
| 29 | Santa Marta | Colombia | 209 | 461.810 | 45,26 |
| 30 | Recife | Brasil | 1.656 | 3.717.640 | 44,54 |
| 31 | Valencia | Venezuela | 977 | 2.227.165 | 43,87 |
| 32 | Chihuahua | México | 367 | 843.844 | 43,49 |
| 33 | San Juan | Puerto Rico | 185 | 427.789 | 43,25 |
| 34 | Goiânia | Brasil | 547 | 1.302.001 | 42,01 |
| 35 | Puerto Príncipe | Haití | 495 | 1.234.414 | 40,10 |
| 36 | Victoria | México | 126 | 333.517 | 37,78 |
| 37 | Pereira | Colombia | 167 | 462.230 | 36,13 |
| 38 | Nelson Mandela Bay | Sudáfrica | 415 | 1.152.115 | 36,02 |
| 39 | Maracaibo | Venezuela | 784 | 2.212.040 | 35,44 |
| 40 | ST. Louis | Estados Unidos | 113 | 319.294 | 35,39 |
| 41 | Baltimore | Estados Unidos | 217 | 619.493 | 35,03 |
| 42 | Curitiba | Brasil | 597 | 1.751.907 | 34,08 |
| 43 | Oakland | Estados Unidos | 131 | 395.817 | 33,10 |
| 44 | San Salvador | El Salvador | 744 | 2.290.790 | 32,48 |
| 45 | Macapá | Brasil | 160 | 499.116 | 32,06 |
| 46 | Durban | Sudáfrica | 1.065 | 3.442.361 | 30,94 |
| 47 | Monterrey | México | 1.305 | 4.230.716 | 30,85 |
| 48 | Belo Horizonte | Brasil | 1.452 | 4.882.977 | 29,74 |
| 49 | Brasília | Brasil | 764 | 2.570.160 | 29,73 |
| 50 | Barranquilla | Colombia | 349 | 1.186.640 | 29,41 |
Leia mais em: Ranking das 50 cidades mais violentas do mundo em 2012 - Metamorfose Digital http://www.mdig.com.br/index.php?itemid=27892#ixzz39zkGzJlU
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