Brasil e a instituição do golpe parlamentar por quem perdeu nas urnas a eleição presidencial em 2014

Janaína Paschoal convida líderes de grupos anti-PT para sessão com Dilma



BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Os convidados da presidente afastada, Dilma Rousseff, poderão encontrar nesta segunda (29), do outro lado da galeria do Senado, os principais líderes de movimentos sociais que foram às ruas contra o governo petista e a favor do impeachment.
Dilma vai discursar às 9h no julgamento final sobre seu afastamento definitivo do cargo. A lista de convidados da acusação, entregue ao Senado pela advogada Janaína Paschoal, uma das autoras do pedido de impeachment, contém 30 nomes.



Dentre eles estão Kim Kataguiri, Renan dos Santos e Fernando Silva Bispo, conhecido como Holiday (Movimento Brasil Livre); Rogério Chequer (Vem pra Rua); Beatriz Kicis Torrents (Revoltados Online) e Carla Zambelli (Nas Ruas).

O MBL ficou associado ao boneco inflável “Pixuleco”, do ex-presidente Lula.
Zambelli, porta-voz do movimento Nas Ruas, ganhou notoriedade quando, em outubro passado, algemou-se em volta de uma das colunas do Salão Verde da Câmara como forma de pressionar o então presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), pela abertura do processo de impeachment.
Até Luiz Phillipe de Orleans e Bragança, herdeiro da família imperial, está na lista. Um dos líderes do “Acorda Brasil”, ele também defendeu o impeachment de Dilma e o fim da corrupção no país.
Também foram convidados Maria Lúcia Bicudo, filha do jurista Hélio Bicudo, fundador do PT e um dos signatários do pedido de impeachment.


Outros autores de pedidos de cassação de Dilma também estão na lista: Claudia de Faria Castro, que encaminhou o pedido ao procurador-geral da República Rodrigo Janot, e o servidor aposentado do Senado Stelson Santos Ponce de Azevedo, que protocolou o pedido na Câmara dos Deputados.
O fato de os nomes estarem na lista não significa que todos estarão presentes. A relação serve para asegurança do Senado autorizar a entrada dessas pessoas na Casa.
Fonte: ND On line

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PEOPPLE HAVE  THE POWER










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DE QUEM É ESSE JEGUE?

Aécio: derrotado após ressurreição impensada

COMPETITIVO E DECIDIDO A ‘PARTIR PRA CIMA’, TUCANO PERDE, MAS REVIGORA OPOSIÇÃO COM 48,5% DO ELEITORADO

POR 

































O então deputado Aécio Neves contempla a foto de Tancredo Neves exposta na galeria de ex-presidentes da Comissão de Indústria e Comércio da Câmara: o avô o guiou nos primeiros passos da política e sempre foi inspiração - Ailton de Freitas / Agência O Globo/12.12.2001
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RIO - Foi uma longa batalha: dois anos de conversas e viagens, cerca de 90 mil quilômetros de avião, incontáveis comícios em 180 cidades. Por vezes, o desastre pareceu iminente, como ocorreu na primeira noite de setembro passado.
Quando a SBT encerrou o debate presidencial do primeiro turno, o senador Aécio Neves saiu da bancada de candidatos, ajeitou a gravata vermelha sobre a camisa branca imaculada, guarnecida em terno escuro, e avançou no palco para a habitual entrevista, ainda no cenário do embate eleitoral.
Surpreendeu-se ao ver o grupo de jornalistas aglomerar microfones e câmeras diante das suas adversárias Dilma Rousseff e Marina Silva.
As mulheres roubaram a cena, durante e depois do debate. E ele esgotara seu estoque de novidades com o anúncio antecipado do eventual ministro da Fazenda, Arminio Fraga, ex-presidente do Banco Central no segundo governo Fernando Henrique Cardoso.
Naquele lapso de solidão sob os holofotes, Aécio viu confirmada uma cilada da adversidade, desenhada na pesquisa Datafolha do dia: a quatro semanas do primeiro turno, despencava do segundo lugar para uma remota terceira posição nas intenções de voto — 20 pontos atrás de Dilma e Marina, agora empatadas.
A situação podia piorar, se observada do Solar dos Neves, na setecentista São João Del-Rei (MG), a 400 quilômetros do estúdio paulista. Porque em Minas também se esboçava a derrota de Pimenta da Veiga, o candidato ao governo estadual que Aécio impôs aos aliados locais.
Paradoxal, tratando-se de um líder regional com êxitos sucessivos (entre 2002 e 2010 colecionou vitórias no primeiro turno para o governo do estado, elegeu o sucessor e saiu com 7,5 milhões de votos para o Senado.) Representante dos mais antigos ramos da elite mineira, na década anterior ele revigorara o prestígio político das famílias Neves, Cunha e Tolentino.
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fonte    redação     http://oglobo.globo.com/brasil/aecio-derrotado-apos-ressurreicao-impensada-14370265



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